A Inquisição no Brasil foi uma extensão do Tribunal do Santo Ofício português, atuando durante o período colonial (séculos XVI a XVIII) para perseguir "heresias" e garantir a ortodoxia católica. Sem um tribunal fixo, inquisidores realizavam visitas periódicas, focando em cristãos-novos (judeus convertidos), protestantes e práticas populares, resultando em prisões, torturas e envio de presos a Lisboa.
Principais Aspectos da Inquisição no Brasil:
- Visitacoes Inquisitoriais: Ocorreram visitas importantes no Nordeste (Bahia, Pernambuco) e no Pará/Maranhão. Visitadores como Heitor Furtado de Mendonça (1591) e Marcos Teixeira (1618) investigaram centenas de casos.
- Alvos Principais: Cristãos-novos suspeitos de judaísmo foram os maiores alvos, seguidos por acusações de bigamia, feitiçaria, curandeirismo, práticas luteranas e blasfêmias.
- Métodos e Punições: Utilizavam-se denúncias anônimas (editais de fé), interrogatórios e, por vezes, tortura. Os condenados podiam receber penas como confisco de bens, uso do sambenito (traje de penitência) ou, em casos extremos, enviados a Portugal para serem executados na fogueira em autos de fé.
- Impacto: Mais de 1.800 pessoas foram denunciadas no Brasil, gerando um clima de medo, desconfiança e vigilância constante na sociedade colonial.
A atuação da Inquisição no Brasil foi um reflexo da Contra-Reforma Católica e do controle político-religioso de Portugal sobre sua colônia.
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